Meu parto seria uma cesárea e estava marcado para
teça-feira, dia 03 de abril de 2012, mas no dia 28 de março, uma quarta feira, descobri em uma ultrasson
de rotina, que o meu liquido estava secando, e que isso já causava sofrimento a
meu bebê. De repente a médica disse cadê o líquido¿ essa criança não resisti
até terça-feira! minha pequena precisava
de uma cesárea de emergência, Mais tarde
descobrimos que este exame salvou sua vida: no hospital, já na sala de parto,
eu estava muito anciosa, a anestesista uma profissional completamente fria , foi muito grossa, sem saber o que estava
acontecendo, brigou para que eu me acalmasse, dizendo que esse não era o meu
primeiro filho, que eu já sabia como era uma cesárea e que não tinha porque eu
estar nervosa, e que mais a mais a cesariana é marcada com antecedência, que
era pra mim me acalmar e ficar quieta se não a agulha iria quebrar, muito
desumana, mal sabia ela o que estava acontecendo, e o que se passava na minha
cabeça naquele momento, fiquei com os olhos cheios de água, me sentia tão só
naquele momento, foi quando o obstreta
adentrou a sala, olhou para mim e disse e esses olhos cheio de água, eu não me
contive e caí em prantos, isso fez com que a tal anestesista fosse ainda mais
grossa e estupida, ainda bem que as enfermeiras
foram bem carinhosas e a todo tempo tentavam me acalmar...naquele momento com o
meu emocional totalmente abalado, minha princesa nasceu, logo eles fizeram os
testes de apgar onde ela obteve nota 8 e 9, todos ao redor da minha pequena e o
meu desespero em saber o que acontecia, sabia que tinha algo de errado, foi
quando a pediatra me perguntou ainda ali na sala de parto, quem tinha os olhos
puxadinhos, eu não sabia que os bebês down tinham os olhos assim, então
respondi acho que os olhinhos dela se parecem com o do pai, e ela me disse ela
tem um mosaico que é uma síndrome depois eu converso com vc...o meu desespero
aumentou...não queria acreditar...logo me levaram pro quarto, meu marido chegou
e eu disse a ele sobre a suspeita, ela ali do meu lado toda inchadinha, nós a
observavamos o silêncio era frio, então veio a pediatra e repetiu tudo, meu
marido perguntou, muito triste, mas a senhora tem certeza, qual a probabilidade matemática do que vc esta
falando, se existia alguma chance dela estar enganada. E ele suava frio ao meu lado, também muito abalado com a notícia. E veio a
resposta 95%, então ele disse, mas não
é possível, afinal fizemos todos exames
e ultrassons, e nenhum apontou absolutamente nada. Eu não falava nada, estava passada,
me sentia culpada, achava que podia ter acontecido devido a umas cervejinhas que
eu tomava durante a gestação, não sabia
o que fazer ou o que falar, eu não tinha conhecimento de exatamente nada, meu
marido percebia a minha angústia; então ele foi pra casa, pesquisou alguns
artigos na internet...e quando voltou falou comigo eu sei como vc se sente, mas
não fique assim isso que está acontecendo não é culpa de ninguém não tem a ver
com nada que vc fez ou deixou de fazer,
então começou a me explicar tudo o que tinha lido para me deixar mais
tranquila...mas minha ficha ainda não tinha caído... eu queria saber como dar a
notícia aos nossos amigos e parentes, ia
ser muito desgastante, Para minha surpresa, a maior parte das pessoas recebeu a
notícia com naturalidade e carinho. foi aí que descobrí, quantos e quais os verdadeiros amigos, que eu tenho. Especuladores foram muitos, impressionante como as pessoas se sentem felizes com o que acontece de ruim na vida dos outros, mas com certeza foram muito mais para nos dar força e nos colocar pra cima, com palavras e atitudes realmente verdadeiras...obrigada a todos...
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
SÍNDROME DE DOWN, PARECEM SIM COM OS PAIS!
Assim que recebemos alta do hospital
e chegamos em casa comecei a pesquisar mais sobre a síndrome. Fui na pesquisa
de imagens do google e comecei a olhar as fotos… E então um pensamento sombrio
apareceu em minha cabeça: minha filha não vai parecer comigo. Ela não vai
parecer com ninguém, vai ter o mesmo rosto que todos as pessoas com síndrome de
down tem. E então fiquei triste por ela, afinal todos nós temos direito a ter
um rosto único, assim como temos direito a um nome, a uma identidade… Que
injustiça ela ser desprovida dessaindividualidade.
Mas com o passar dos dias comecei a
ler blogs de outras mães com filhos especiais. E acompanhar sites, ler matérias
e assistir reportagens. E quanto mais eu pesquisava, mais eu notava que eles são
sim diferentes. E que essa ideia de que são todos iguais era um preconceito
meu, reflexo do descaso e distância que a sociedade toma dos deficientes. Será
que nós olhamos direito para pessoas com deficiência? Ou vemos uma cadeira de
rodas antes de ver um tetraplégico? Vemos uma síndrome antes de ver uma
criança? Vemos uma bengala antes de ver um cego?
A Stella parece sim comigo e com o
pai dela...tem um pouquinho de cada...
E agora, quanto mais eu reflito sobre
tudo isso, chego a conclusão que mesmo se ela não se parecesse comigo e com o
pai dela, que problema teria? Será que nossos filhos só merecem nosso amor se
forem nossa cópia? pequenos projetos de nós mesmos, revisados e melhorados? Ei,
estamos criando filhos ou clones? Ao querer que eles pareçam a todo custo
conosco, tenham nosso jeito, trabalhem na mesma profissão que a nossa, gostem
das mesmas bandas que a gente, estamos tirando deles aquilo que eu estava tão
aflita que a Stella não teria: sua individualidade.
Olha esses rostinhos, tão lindos e encantadores, e cada um com suas
diferenças.. mostram como as crianças com síndrome de down tem olhos amendoados
sim, mas também covinhas, sardinhas…
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
STELLA NOS ENSINOU O QUANTO A VIDA É SIMPLES...A GENTE É QUE COMPLICA...
| ESSE MEU PAI... |
Hoje, passados 9
meses desde o nascimento da Stella , me sinto cada vez mais preparada para
escrever sobre essa filha abençoada que Deus me deu que revela sua disposição
para crescer feliz, e é mais feliz do que a maioria das pessoas imaginam!!!!!
Estimulá-la me dá prazer e a cada conquista sua, minha motivação aumenta , hoje
atrai e conquista todos ao seu redor.
Hoje me pergunto: O
que aconteceu conosco? Respeitamos mais as pessoas, estamos mais sensíveis e
espiritualizados, conseguimos entender melhor o próximo e agradecemos mais à
Deus, olhamos para os outros com mais carinho e sem preconceito, somos mais
corajosos. É que finalmente tomamos consciência do tamanho da nossa missão, que
é muito maior do que apenas trabalhar, formar uma boa família, educar filhos...
o mais sublime é se doar, Quando falo conosco é porque o nascimento da Stella
envolveu toda a nossa família em todos os sentidos ,nos tornamos mais unidos, nos tornamos melhores.
O mais complexo, é desmistificar a síndrome de Down
para o maior número de pessoas possível, e essa batalha já começou bem antes da
Stella nascer por outros pais , familiares e profissionais de Downs. Já começa
pela nomenclatura certa o uso correto do termo é de fundamental importância na
defesa das pessoas com síndrome de down . Como o Brasil é um país com extremas
debilidades educacionais gera na sociedade um senso crítico muito baixo, onde
“jargões” de cunho pejorativo foram enraizados há décadas e que hoje demoram
muito tempo para serem superado. O uso do termo MONGOLÓIDE gerava um constante
retrocesso na luta pelos direitos das pessoas com síndrome de down no país.
somente na década de 90, que a sociedade brasileira, de forma lenta e
gradativa, passou a utilizar, com maior ênfase, o termo DOWN, ao se referir às
pessoas com essa síndrome, fazendo com que a fatídica expressão “mongolóide”
caísse quase em desuso.
A Palavra
mongolóide veio devido as características fenotípicas do povo Mongol que são
pessoas nascida na Mongólia cujo a aparência, o fenótipo se assemelham com
pessoas Down. Sendo que devido a isso usou do termo duplo sentido usando de
grande ofensa para o povo da Mongólia também.
SEU FILHO DIFERENTE - PADRE ZEZINHO
Foi bonito concebê-lo.
Vocês dois o queriam, mais do que qualquer riqueza.
E foi um mar de felicidade, a notícia da gravidez,
Até aquele dia da outra notícia.
Santo Deus! Como doeu lá dentro.
Sim, vocês seriam pais,
Mas, pais de uma criança diferente:
Síndrome de Down.
Não fosse a paz do médico, da enfermeira, dos pais.
Se não fosse a palavra serena do padre, dos amigos.
Não fosse aquele casal que também passou por isso.
Não fosse o pai e a mãe que vocês
Já eram,
Tudo seria dor e tragédia.
Não foi!
Ele nasceu, e aquele rostinho diferente,
Aqueles olhinhos diferentes,
Aquele serzinho humano e feliz
Iluminou vocês a cada gesto que fazia.
Ensinou-lhes o sentido da esperança
E a definição mais clara de pessoa.
Às vezes ainda dói, em algumas perguntas estranhas
Ou gestos imaturos, como aquele casal insensível
Que olha e fala bobagem;
Aquela criança ou aquela mocinha
Que não sabem como acolher o mistério.
Mas vocês sabem que seu filho é diferente,
Apenas diferente,
Anormal, nunca! Não mesmo.
Ele chora, responde e ri, abraça e beija e ama,
E ri e chora e reage.
Compreende e apreende.
Se é mais devagar que os outros, que importância tem?
O que conta, ele tem: uma carga de amor enorme.
Afinal, o que é um ser humano?
Seja qual for a definição, ele preenche todos os requisitos.
E, pelo que vocês já viram, em certos aspectos,
Vai além do normal.
É capaz de muito mais amor
Do que muita gente de físico
E cérebro perfeito.
Aqueles olhos amendoados,
Aquele rosto redondo,
Aquele jeito de andar
Não mudam o fato de que seu filho
É pessoa inteira.
Inteira e linda!
Sem exagero, nem favor algum,
É feliz e os faz felizes.
Depois dele, todos,
Todos os familiares, sem exceção,
Ficaram mais humanos e mais meigos.
Ele fez isso.
Por isso, vocês hoje assumem qualquer cansaço.
Por ele, tudo vale a pena.
Seu filho é um ser iluminado.
Vocês, que vivem com ele,
Sabem muito mais a respeito de luz.
Doeu e ainda dói, mas, louvado seja Deus!
Afinal, diante do seu infinito mistério,
Somos todos portadores da mesma síndrome.
Somos todos diferentes,
Com a diferença que, às vezes, amamos
Infinitamente menos do que esses
Olhos amendoados e profundos.
Se faz sentido? Eles acham que faz.
Eu nunca vi um deles que não fosse feliz.
E os seus pais costumam ser lindos,
Pacientes e sábios.
Vocês, por exemplo, agora, só falta-lhes uma coisa:
Abrir a boca e falar.
O mundo precisa ouvir vocês
Sobre o que é humanidade,
Porque disso vocês entendem.
Aqueles olhos amendoados
São o seu diploma.
Vocês dois o queriam, mais do que qualquer riqueza.
E foi um mar de felicidade, a notícia da gravidez,
Até aquele dia da outra notícia.
Santo Deus! Como doeu lá dentro.
Sim, vocês seriam pais,
Mas, pais de uma criança diferente:
Síndrome de Down.
Não fosse a paz do médico, da enfermeira, dos pais.
Se não fosse a palavra serena do padre, dos amigos.
Não fosse aquele casal que também passou por isso.
Não fosse o pai e a mãe que vocês
Já eram,
Tudo seria dor e tragédia.
Não foi!
Ele nasceu, e aquele rostinho diferente,
Aqueles olhinhos diferentes,
Aquele serzinho humano e feliz
Iluminou vocês a cada gesto que fazia.
Ensinou-lhes o sentido da esperança
E a definição mais clara de pessoa.
Às vezes ainda dói, em algumas perguntas estranhas
Ou gestos imaturos, como aquele casal insensível
Que olha e fala bobagem;
Aquela criança ou aquela mocinha
Que não sabem como acolher o mistério.
Mas vocês sabem que seu filho é diferente,
Apenas diferente,
Anormal, nunca! Não mesmo.
Ele chora, responde e ri, abraça e beija e ama,
E ri e chora e reage.
Compreende e apreende.
Se é mais devagar que os outros, que importância tem?
O que conta, ele tem: uma carga de amor enorme.
Afinal, o que é um ser humano?
Seja qual for a definição, ele preenche todos os requisitos.
E, pelo que vocês já viram, em certos aspectos,
Vai além do normal.
É capaz de muito mais amor
Do que muita gente de físico
E cérebro perfeito.
Aqueles olhos amendoados,
Aquele rosto redondo,
Aquele jeito de andar
Não mudam o fato de que seu filho
É pessoa inteira.
Inteira e linda!
Sem exagero, nem favor algum,
É feliz e os faz felizes.
Depois dele, todos,
Todos os familiares, sem exceção,
Ficaram mais humanos e mais meigos.
Ele fez isso.
Por isso, vocês hoje assumem qualquer cansaço.
Por ele, tudo vale a pena.
Seu filho é um ser iluminado.
Vocês, que vivem com ele,
Sabem muito mais a respeito de luz.
Doeu e ainda dói, mas, louvado seja Deus!
Afinal, diante do seu infinito mistério,
Somos todos portadores da mesma síndrome.
Somos todos diferentes,
Com a diferença que, às vezes, amamos
Infinitamente menos do que esses
Olhos amendoados e profundos.
Se faz sentido? Eles acham que faz.
Eu nunca vi um deles que não fosse feliz.
E os seus pais costumam ser lindos,
Pacientes e sábios.
Vocês, por exemplo, agora, só falta-lhes uma coisa:
Abrir a boca e falar.
O mundo precisa ouvir vocês
Sobre o que é humanidade,
Porque disso vocês entendem.
Aqueles olhos amendoados
São o seu diploma.
ARTIGO BULLYNG CONTRA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA
Bullying contra alunos com deficiência - Ana Rita Martins
A violência
moral e física contra estudantes com necessidades especiais é uma realidade
velada. Saiba o que fazer para reverter essa situação.
Um ou mais alunos xingam,
agridem fisicamente ou isolam um colega, além de colocar apelidos grosseiros.
Esse tipo de perseguição intencional definitivamente não pode ser encarado só
como uma brincadeira natural da faixa etária ou como algo banal, a ser ignorado
pelo professor. É muito mais sério do que parece. Trata-se de bullying. A
situação se torna ainda mais grave quando o alvo é uma criança ou um jovem com
algum tipo de deficiência - que nem sempre têm habilidade física ou emocional
para lidar com as agressões.
Tais atitudes costumam ser impulsionadas pela falta de conhecimento sobre as deficiências, sejam elas físicas ou intelectuais, e, em boa parte, pelo preconceito trazido de casa. Em pesquisa recente sobre o tema, realizada com 18 mil estudantes, professores, funcionários e pais, em 501 escolas em todo o Brasil, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) constatou que 96,5% dos entrevistados admitem o preconceito contra pessoas com deficiência. Colocar em prática ações pedagógicas inclusivas para reverter essa estatística e minar comportamentos violentos e intolerantes é responsabilidade de toda a escola.
Conversar abertamente sobre a deficiência derruba barreiras
Tais atitudes costumam ser impulsionadas pela falta de conhecimento sobre as deficiências, sejam elas físicas ou intelectuais, e, em boa parte, pelo preconceito trazido de casa. Em pesquisa recente sobre o tema, realizada com 18 mil estudantes, professores, funcionários e pais, em 501 escolas em todo o Brasil, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) constatou que 96,5% dos entrevistados admitem o preconceito contra pessoas com deficiência. Colocar em prática ações pedagógicas inclusivas para reverter essa estatística e minar comportamentos violentos e intolerantes é responsabilidade de toda a escola.
Conversar abertamente sobre a deficiência derruba barreiras
Maria
de Lourdes Neves da Silva
|
Quando a professora Maria de
Lourdes Neves da Silva, da EMEF Professora Eliza Rachel Macedo de Souza, na
capital paulista, recebeu Gabriel**, a reação dos colegas da 1ª série foi
excluir o menino - na época com 9 anos de idade - do convívio com a turma.
"A fisionomia dele assustava as crianças. Resolvi explicar que o Gabriel
sofreu má-formação ainda na barriga da mãe. Falamos sobre isso numa roda de
conversa com todos (leia no quadro abaixo outros
encaminhamentos para o problema). Eles ficaram curiosos e
fizeram perguntas ao colega sobre o cotidiano dele. Depois de tudo esclarecido,
os pequenos deixaram de sentir medo", conta. Hoje, com 13 anos, Gabriel continua
na escola e estuda na turma da professora Maria do Carmo Fernandes da Silva,
que recebe capacitação do Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão
(Cefai), da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, e está sempre
discutindo a questão com os demais educadores. "A exclusão é uma forma de
bullying e deve ser combatida com o trabalho de toda a equipe", afirma. De
fato, um bom trabalho para reverter situações de violência passa pela abordagem
clara e direta do que é a deficiência. De acordo com a psicóloga Sônia Casarin,
diretora do S.O.S. Down - Serviço de Orientação sobre Síndrome de Down, em São
Paulo, é normal os alunos reagirem negativamente diante de uma situação
desconhecida. Cabe ao professor estabelecer limites para essas reações e buscar
erradicá-las não pela imposição, mas por meio da conscientização e do
esclarecimento.
Não se trata de estabelecer vítimas e culpados quando o assunto é o bullying. Isso só reforça uma situação polarizada e não ajuda em nada a resolução dos conflitos. Melhor do que apenas culpar um aluno e vitimizar o outro é desatar os nós da tensão por meio do diálogo. Esse, aliás, deve extrapolar os limites da sala de aula, pois a violência moral nem sempre fica restrita a ela. O Anexo Eustáquio Júnio Matosinhos, ligado à EM Newton Amaral Franco, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, encontrou no diálogo coletivo a solução para uma situação provocada por pais de alunos. Este ano, a escola recebeu uma criança de 4 anos com deficiência intelectual e os pais dos coleguinhas de turma foram até a Secretaria de Educação pedir que o menino fosse transferido. A vice-diretora, Leila Dóris Pires, conta que a solução foi fazer uma reunião com todos eles. "Convidamos o diretor de inclusão da secretaria e um ativista social cadeirante para discutir a questão com esses pais. Muitos nem sabiam o que era esse conceito. A atitude deles foi motivada por total falta de informação e, depois da reunião, a postura mudou."
Não se trata de estabelecer vítimas e culpados quando o assunto é o bullying. Isso só reforça uma situação polarizada e não ajuda em nada a resolução dos conflitos. Melhor do que apenas culpar um aluno e vitimizar o outro é desatar os nós da tensão por meio do diálogo. Esse, aliás, deve extrapolar os limites da sala de aula, pois a violência moral nem sempre fica restrita a ela. O Anexo Eustáquio Júnio Matosinhos, ligado à EM Newton Amaral Franco, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, encontrou no diálogo coletivo a solução para uma situação provocada por pais de alunos. Este ano, a escola recebeu uma criança de 4 anos com deficiência intelectual e os pais dos coleguinhas de turma foram até a Secretaria de Educação pedir que o menino fosse transferido. A vice-diretora, Leila Dóris Pires, conta que a solução foi fazer uma reunião com todos eles. "Convidamos o diretor de inclusão da secretaria e um ativista social cadeirante para discutir a questão com esses pais. Muitos nem sabiam o que era esse conceito. A atitude deles foi motivada por total falta de informação e, depois da reunião, a postura mudou."
Seis
soluções práticas
- Conversar sobre a
deficiência do aluno com todos na presença dele.
- Adaptar a rotina para facilitar a aprendizagem sempre que necessário.
- Chamar os pais e a comunidade para falar de bullying e inclusão.
- Exibir filmes e adotar livros em que personagens com deficiência vivenciam contextos positivos.
- Focar as habilidades e capacidades de aprendizagem do estudante para integrá-lo à turma.
- Elaborar com a escola um projeto de ação e prevenção contra o bullying.
- Adaptar a rotina para facilitar a aprendizagem sempre que necessário.
- Chamar os pais e a comunidade para falar de bullying e inclusão.
- Exibir filmes e adotar livros em que personagens com deficiência vivenciam contextos positivos.
- Focar as habilidades e capacidades de aprendizagem do estudante para integrá-lo à turma.
- Elaborar com a escola um projeto de ação e prevenção contra o bullying.
Antecipar
o que vai ser estudado dá mais segurança ao aluno
Maria
Aparecida de Sousa Silva Sá
|
No CAIC EMEIEF Antônio
Tabosa Rodrigues, em Cajazeiras, a 460 quilômetros de João Pessoa, a solução
para vencer o bullying foi investir, sobretudo, na aprendizagem. Ao receber
José, um garoto de 12 anos com necessidades educacionais especiais, a professora
Maria Aparecida de Sousa Silva Sá passou a conviver com a hostilidade crescente
da turma de 6ª série contra ele. "Chamavam o José de doido, o empurravam e
o machucavam. Como ele era apegado à rotina, mentiam para ele, dizendo que a
aula acabaria mais cedo. Isso o desestabilizava e o fazia chorar", lembra.
Percebendo que era importante para o garoto saber como o dia seria encaminhado,
a professora Maria Aparecida resolveu mudar: "Passei a adiantar para o
José, em cada aula, o conteúdo que seria ensinado na seguinte. Assim, ele
descobria antes o que iria aprender".
Nas aulas seguintes, o aluno, que sempre foi quieto, começou a participar ativamente. Ao notar que ele era capaz de aprender, a turma passou a respeitá-lo. "Fiquei emocionada quando os garotos que o excluíam começaram a chamá-lo para fazer trabalhos em grupo", conta. Depois da intervenção, as agressões cessaram. "O caminho é focar as habilidades e a capacidade de aprender. Quando o aluno participa das aulas e das atividades, exercitando seu papel de aprendiz e contribuindo com o grupo, naturalmente ele é valorizado pela turma. E o bullying, quando não cessa, se reduz drasticamente", analisa Silvana Drago, responsável pela Diretoria de Orientação Técnica - Educação Especial, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.
Samara Oliboni, psicóloga e autora de tese de mestrado sobre bullying, diz que é preciso pensar a questão de forma integrada. "O professor deve analisar o meio em que a criança vive, refletir se o projeto pedagógico da escola é inclusivo e repensar até seu próprio comportamento para checar se ele não reforça o preconceito e, consequentemente, o bullying. Se ele olha a criança pelo viés da incapacidade, como pode querer que os alunos ajam de outra forma?", reflete. A violência começa em tirar do aluno com deficiência o direito de ser um participante do processo de aprendizagem. É tarefa dos educadores oferecer um ambiente propício para que todos, especialmente para os que têm deficiência, se desenvolvam. Com respeito e harmonia.
Nas aulas seguintes, o aluno, que sempre foi quieto, começou a participar ativamente. Ao notar que ele era capaz de aprender, a turma passou a respeitá-lo. "Fiquei emocionada quando os garotos que o excluíam começaram a chamá-lo para fazer trabalhos em grupo", conta. Depois da intervenção, as agressões cessaram. "O caminho é focar as habilidades e a capacidade de aprender. Quando o aluno participa das aulas e das atividades, exercitando seu papel de aprendiz e contribuindo com o grupo, naturalmente ele é valorizado pela turma. E o bullying, quando não cessa, se reduz drasticamente", analisa Silvana Drago, responsável pela Diretoria de Orientação Técnica - Educação Especial, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.
Samara Oliboni, psicóloga e autora de tese de mestrado sobre bullying, diz que é preciso pensar a questão de forma integrada. "O professor deve analisar o meio em que a criança vive, refletir se o projeto pedagógico da escola é inclusivo e repensar até seu próprio comportamento para checar se ele não reforça o preconceito e, consequentemente, o bullying. Se ele olha a criança pelo viés da incapacidade, como pode querer que os alunos ajam de outra forma?", reflete. A violência começa em tirar do aluno com deficiência o direito de ser um participante do processo de aprendizagem. É tarefa dos educadores oferecer um ambiente propício para que todos, especialmente para os que têm deficiência, se desenvolvam. Com respeito e harmonia.
** Os nomes dos alunos foram
trocados para preservar a identidade
ESTIMULAÇÃO PRECOCE FONOAUDIOLOGA
ESTIMULAÇÃO
PRECOCE FONOAUDIOLOGA
|
Que
comecem a comer por conta própria e sem ajuda, para ele é importante e educativo
A autonomia e
a inclusão social devem ser buscadas desde o início para pessoas com síndrome
de Down, e a alimentação é uma etapa importante para alcançar esses objetivos.
Desde o seu nascimento, é preciso tentar de todas as formas que o bebê com
síndrome de Down colabore com a sua alimentação.
A seguir,
estabeleceremos certas questões que serão de grande ajuda para que as crianças
com SD intervenham ativamente em sua própria alimentação.
2º Ao
introduzir a alimentação complementar, como purê e frutas com colher, a criança
deve permanecer no colo e que seja ela a mover a cabeça para buscar a colher e
abrir a boca, ou seja, não devemos colocar a colher direto na boca, nem abri-la
à força, a criança é quem deve colaborar.
2º Uma vez
sentadas à mesa, são oferecidas comidas sólidas em um prato (migalhas de pão,
presunto em pedaços, etc), para que elas possam pegá-las com as mãos e levá-las
até a boca. Talvez no início seja necessário ajudá-los a realizar esse
movimento.
3º O líquido
que tomam acompanhando a comida, ou entre as refeições, deverá ser oferecido em
copos especiais que disponham de tampa, canudo e asa (pegador), para que o
líquido não seja derramado ainda que peguem com pouco cuidado.
No início será
necessário ajudá-los um pouco, mas imediatamente poderão pegar por conta
própria.
Quando a
criança adquirir mais equilíbrio e aprender a beber o líquido sem sugá-lo,
poderá dar a ele um copo sem tampa, ainda que continuem a usar copo com asa.
No final
poderá utilizar copos iguais ao resto da família, sem asas e de vidro.
4º Pouco a
pouco colocaremos em sua mão o garfo e a colher.
No início,
levaremos sua mão para pegar a comida e a ajudaremos a levar até sua boca,
depois será preciso também ajudá-la a pegar o alimento com o garfo e aos poucos
iremos deixando de ajudá-los, fazendo apenas desde o antebraço até o cotovelo.
No final, só
participaremos entregando o alimento, o resto ela fará sozinho.
O passo a
seguinte é tentar que a criança fure a comida com o garfo e a leve até a boca.
Mais
dificuldades e cuidados surgem na hora de encher a colher de comida, para que
não seja derramada ao ser levada até a boca. Para ajudar nessa tarefa será
necessário que o alimento seja o mais espesso, possível.
Todas essas
questões e recomendações levam tempo e muita paciência, mas os resultados podem
ser visto em curto prazo e, além disso, permite que as crianças participem das
refeições em família como mais um membro, com todos os benefícios que isso
inclui.
O almoço e o
jantar são momentos especiais para a comunicação em família, não há televisão e
todos estão sentados ao redor da mesma mesa.
Essa reunião
diária permite que cada membro da família expresse e transmita aos outros como
foi seu dia. A criança com síndrome de Down escuta e quer participar como um
membro. Ela tentará e conseguirá contar algo que tenha acontecido com ela,
igual a seus pais e irmãos. Além disso, aprenderá a esperar sua hora de falar.
Uma criança
acostumada a comer por conta própria e a permanecer sentada a mesa poderá
participar sem dificuldades de refeições fora de casa, aniversários de seus
colegas do colégio e várias celebrações em família, o que ajuda a vida social
da família a se desenvolver normalmente.
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